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22.10.11

Lei nº 10.639/03: A escola, o museu e a sala de aula

Este seminário foi realizado pelo núcleo de educação do Museu Afro Brasil no dia 15 de outubro de 2011. Os participantes tiveram oportunidade de ampliar a discussão sobre a efetivação da Lei 10.639/03 e seus desdobramentos nos diversos níveis de ensino.
Segue abaixo algumas anotações que fiz durante o evento:

A abertura feita pelo curador do Museu AfroBrasil, Emanoel Araújo, que falou da memória como fato fudamental e cultural no resgate da nossa cultura.Nesse sentido, ele cita o fotógrafo Augusto Militão Azevedo, considerado um dos maiores fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX. Augusto Militão além de fotografar paisagens urbanas foi um dos primeiros a fotografar os negros dentro dos ateliês. Em suas fotografias, os negros apareciam como cidadãos a procura de afirmação social.


Segundo Emanoel Araujo precisamos resgatar essa memória, pois atualmente vemos um processo inverso: os negros não são retratados de forma digna ou em posições sociais favoráveis. Ele apresentou vários exemplos nos quais podemos perceber que o negro aparece como subalterno ou simplesmente deixa de ser negro como foi o caso recente da propaganda da Caixa Econômica que mostrou um Machado de Assis branco. Depois da grande repercussão que teve na internet e dos protestos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República a Caixa retirou a propaganda do ar e pediu desculpas aos brasileiros em especial aos negros e afro descendentes. Na minha opinião, esse "enbranquecimento" trás a tona a mesma questão que vemos nas novelas, filmes e outras propagandas: o negro dificilmente aparece em uma situação de igualdade ao do branco. Logo, mostrar um Machado de Assis "imortal" e afrodescendente não condiz com estes parâmetros. Mas enfim, a propaganda foi retirada do ar e refizeram uma nova versão, dessa vez com um ator negro representando Machado de Assis. Para quem não viu seguem as duas versões da propaganda:



Na segunda parte do seminário fizemos uma visita monitorada ao acervo do museu. Foi uma visita rápida apenas para termos uma ideia do acervo. Pude perceber que não são poucos os brasileiros negros que se dedicaram à pintura, sem valor no valor artístico das obras produzidas por eles.

Emanoel Araújo tem realizado um trabalho de resgate destas obras, que culminou na mostra "Negros pintores" em agosto de 2008 no museu Afro Brasil. Segundo Emanoel "durante muito tempo pouco se sabia sobre estes pintores, mal se conhecia as suas obras". Pensando nisso fui anotando os nomes de vários pintores negros e depois do seminário fiz uma pesquisa rápida e encontrei vários outros artistas. Acho que poderíamos pesquisar mais sobre as suas obras e apresentar para as crianças e adolescentes. É um forma de divulgar e resgatar essas produções.

Arthur Timótheo (1882-1922)

Estudou na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e, posteriormente, na Escola Nacional de Belas Artes. Foi pintor de paisagens e figuras, destacando-se entre essas nus e retratos. Algumas de suas paisagens impressionam pela textura, pela luminosidade e pela intensidade do colorido. Esteve na Europa onde manteve contatos artísticos que o influenciaram.

Benedito José Tobias (1894-1963)

O artista é mais conhecido pelos pequenos retratos de negros e negras realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel, “com maestria e com uma certa tensão expressionista”, segundo avaliação de Emanoel Araujo. Tobias tem obra pouco pesquisada ainda, apesar da qualidade e do empenho do artista em desenvolver a técnica pictórica.

Benedito José de Andrade (1906-1979)

Pouco conhecido ainda, o artista paulista realizou obras entre as décadas de 30 e 40. Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios, sendo aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Recebeu vários prêmios e está inserido historicamente numa circunstância de intensa produção artística.

Emmanuel Zamor (1840-1917)

Nasceu em Salvador, mas foi criado nas Europa pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu, seus pais adotivos. Estudou música e desenho na Europa. Foi pintor e cenógrafo. Freqüentou a Academie Julian, em Paris, anos antes de Tarsila do Amaral. Voltou ao Brasil entre 1860 e 1862, quando parte de suas obras foi destruída em um incêndio no Brasil. Entre suas obras há muitas pinturas de crianças negras.

Estevão Silva (1845-1891)

Foi o primeiro pintor negro a se formar na Academia Imperial de Belas Artes e pode ser considerado um dos melhores pintores de natureza morta do século 19. Realizou igualmente pinturas históricas, religiosas, retratos e alegorias. A crítica ressalta a qualidade das composições do artista, realizadas com prodigalidade de vermelhos, amarelos e verdes.

Firmino Monteiro (1855 – 1888)

Nasceu no Rio de Janeiro e teve infância atribulada. Exerceu várias profissões: encadernador, caixeiro e tipógrafo. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Sua reputação se deve à pintura histórica e de gênero, mas executou pintura religiosa e principalmente paisagens.

João Timótheo (1879-1932)

Artista de produção numerosa (deixou cerca de 600 obras), iniciou o aprendizado na Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Pintor, decorador e gravador, realizou paisagens, retratos, marinhas, pintura histórica e de costumes. Foi aluno de mestres como Rodolfo Amoedo e Zeferino da Costa.

Horácio Hora (1853-1890)

Nasceu em Sergipe, onde fez os primeiros estudos. Viajou à Europa com subsídio do governo imperial. Em Paris, tornou-se freqüentador habitual do Louvre. Ganhou vários prêmios. Especializou-se em retratos, mas o trabalho considerado sua obra prima é a tela “Pery e Cecy”, inspirada na literatura de José de Alencar.

Rafael Pinto Bandeira (1863-1896)

Aos 16 anos já estava na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Prematuramente reconhecido, o artista permaneceu por vários anos em Salvador onde foi professor de desenho e paisagismo. É considerado como um dos mais importantes paisagistas e marinhistas do século 19.

Wilson Tibério (1923-2005)

Nasceu no Rio Grande do Sul e viveu durante longo período em Paris. O distanciamento do país, segundo Emanoel Araujo, o teria levado a pintar repetidamente motivos afro-brasileiros. O artista esteve no Senegal, de onde foi expulso por se envolver num movimento revolucionário. Faleceu na França.


Heitor dos Prazeres (1898-1966)

Em meados dos anos 30 começou a pintar mulatas, malandros, o samba e o mundo da favela. Participou da Bienal de São Paulo em 1951. Fez diversas individuais no Brasil e mostras nacionais e internacionais. Um se seus quadros foi adquirido pela rainha da Inglaterra.



Pedro Alexandrino (1856-1942)

Pedro Alexandrino Borges (São Paulo SP 1856 - idem 1942). Pintor, decorador, desenhista e professor. Inicia-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier (ca.1812 - 1867), na catedral de Campinas, São Paulo. Nessa época, também auxilia o decorador francês Stevaux em São Paulo e realiza trabalhos em igrejas, residências e palacetes.






Referências:

UOL Educação- Pintores Negros

Enciclopédia Itaú Cultural- Artes Visuais

Site do pintor Heitor dos Prazeres



24.8.08

I Seminário Web Currículo PUC-SP


Se você é professor, estudante de pós-graduação e graduação ou pesquisador certamente vai gostar muito dessa dica:

O I Seminário Web Currículo - Integração de Tecnologias de Informação e Comunicação ao Currículo- será realizado nos dias 22 e 23 de setembro de 2008 na PUC-SP. Trata-se de um importante evento no meio educacional, pois tem o objetivo de iniciar um diálogo sobre a integração do currículo às mídias e tecnologias digitais. Podemos também esperar muitos debates e reflexões a respeito do uso da tecnologia nas práticas pedagógicas.

O evento possui vagas limitadas.

Mais informações: I Seminário Web Currículo

17.11.07

I ENCONTRO EDUCAÇÃO PARA UMA OUTRA SÃO PAULO



No dia 30 de novembro de 2007, no Anhembi, vai acontecer o I ENCONTRO EDUCAÇÃO PARA UMA OUTRA SÃO PAULO.

O encontro está sendo organizado pelo Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade. Estão convidados a participar, comunidades escolares das redes estadual e municipal, faculdades de educação e outras organizações da sociedade civil.

O objetivo é pensar sobre a educação que estamos construindo em nossa cidade
e o que precisamos fazer para valorizar nossos esforços e para resolver os problemas que aparecem no cotidiano de nossas escolas.

É uma oportunidade para pensar e discutir a educação que queremos, a que temos e principalmente, definirmos o que precisa ser realizado para alcançar a educação
que tanto sonhamos.

As inscrições para participar do evento vão até o dia 27. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas ( cerca de 1500).

No dia do encontro, serão disponibilizados ônibus gratuitos na estação de metrô Tietê.


Mais informações:

Inscrições

Programação do Encontro

Roteiro de questões para aquecer a discussão

educacao@nossasaopaulo.org.br / (11) 3151 - 2333 (ramal 117)

29.9.07

2º Simpósio de Educação Paulus

"Um olhar sobre o ensinar e o aprender" foi o tema do 2º Simpósio de Educação que aconteceu no dia 27/09/07 na FAPCOM ( Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). O evento foi promovido pela Editora e Faculdade Paulus.

Confira abaixo os principais momentos do Simpósio:



Palestra "Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender" (Celso Antunes):

O professor no nosso país está com uma imagem desgastada e desvalorizada. Qualquer outro profissional se sente capaz de avaliar e até discutir sobre a função do professor. Mas o contrário não acontece; o professor tem consciência da sua limitação. Em outros países podemos perceber que o professor é um profissional que ocupa lugar de destaque na sociedade. No Japão, por exemplo, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não podem haver imperadores.

Mas por que no Brasil o professor não tem prestígio?
Segundo Celso Antunes, o professor para adquirir esse prestígio tem que acompanhar as mudanças que ocorrem num ritmo cada vez mais acelerado. Não podemos acreditar que ainda hoje nossa tarefa é apenas informar sobre os conhecimentos acumulados historicamente.
Hoje, a informação está em todo lugar e bem atualizada. Ou seja, a escola não é mais lugar privilegiado de informação. O papel do professor por esse motivo deve ser repensado.
Nesse sentido, há uma brutal diferença entre dar aula ontem e dar aula hoje.

Mas como mudar?

O autor apresenta cinco elementos que na sua opinião são fundamentais para mudar a educação brasileira e por conseqüência melhorar a imagem do professor:

1) A Aula: a aula deve ser o momento de usar a fala. Falar é uma ferramenta imprescindível para o aprender. Proibir o aluno de falar é impedir a sua aprendizagem. Porém, há duas falas diferentes no contexto escolar: a fala descontextualizada do aprender ( que não provoca o processo de aprendizagem) e a fala canalizada ( que organiza o aprender). Para chegar a uma fala canalizada com os alunos é necessário aprender novas formas de dar aula. Mesmo porque, professor não pode ser escravo de apenas um tipo de aula. Hoje, percebemos que muitos professores dão aulas expositivas nos 200 dias letivos. A aula pode ser expositiva, mas também pode ser através de projetos, seqüencias didáticas, roda da conversa, jogo de palavras, enfim, outras formas que possibilitem os alunos usarem a sua fala de forma organizada

2) O Conteúdo:
os conteúdos são os ensinamentos que são passados aos alunos. O conteúdo não pode ser metálico e vazio. Devemos perceber-los como ferramentas capazes de desenvolver competências. O aluno tem que aprender a argumentar, a pensar, a ter idéia. O mundo está acontecendo e os conteúdos estão a margem desses acontecimentos. Por isso mesmo os conteúdos devem ter "cheiro, gosto, cor e alma". Só assim poderemos formar gente e não apenas intelectuais.

3) O Professor
:
o professor deve ser o propositor, o interrogador, o instigador, aquele que ajuda a aprender. Assim, ele deve levar para a sala de aula alguns pontos de exclamação, mas principalmente, muitos pontos de interrogação. Os alunos devem ser induzidos a pensar, a encontrar argumentos. É como diz o ditado popular: em vez de dar o peixe, devemos ensinar a pescar.


4) A Linguagem
:
alguns professores acreditam que o texto é a única forma de ensinar algo ao aluno. Mas a escola é um espaço propício para o convívio de diferentes linguagens. A música, a mímica, a dramatização, a colagem, o slogan, a escultura são apenas alguns exemplos de linguagens que podem estar presentes no dia-a-dia da escola.


5) A Avaliação
: a proposta é olhar a avaliação como quem vê caminhos. É ter olhos para o amanhã, para o progresso. Avaliar apenas para dar uma nota não faz sentido algum.

O professor Celso Antunes finalizou a palestra com a seguinte frase: "quem na terra assumi novas formas de ensinar e aprender não precisa pedir licença no céu, pode ir entrando..."


Palestra "A escola que sempre sonhei" ( Rubem Alves)

Rubem Alves
diz sempre ter sonhado com uma escola ideal, mesmo sem saber ao certo da sua existência. Mas ela existe! E está em Portugal. É a Escola da Ponte.
Quando a viu pela primeira vez em 2000, tendo como guia um aluna de 9 anos, lembrou a frase de Fernando Pessoa para a mulher amada:"Quando te vi, amai-te já muito antes..."

Mas ele nos alerta: para entender a Escola da Ponte precisamos esquecer quase tudo o que sabemos. Primeiro é preciso esquecer aquilo que somos para sairmos da prisão do que somos hoje. É submeter ao esquecimento, desarticular o que sabemos. Só assim vamos conseguir ver coisas novas. Isso acontece porque precisamos nos livrar dos jeitos de ser que se sedimentaram a nós, e que nos levam a crer que as coisas devem ser do jeito que são.

Assim, a escola ideal de Rubem Alves seria como a escola que ele conheceu em Portugal:
  • uma escola sem classes separadas por série;
  • com salas de aula sem divisões, com mesinhas baixas, próprias para as crianças;
  • os alunos poderiam andar livremente pela sala;
  • os professores seriam orientadores;
  • pequenos grupos de alunos seriam formados a partir do interesse comum por um assunto.
Para Rubem Alves, precisamos de uma escola retrógrada. Pois retrógrado quer dizer "que vai para trás". Precisamos então de uma escola que vá para trás dos "programas" científica e abstratamente elaborados e impostos. "Uma escola que compreenda como os saberes são gerados e nascem. Uma escola em que o saber vá nascendo das perguntas que o corpo faz. Uma escola em que o ponto de referência não seja o programa oficial a ser cumprido, mas o corpo da criança que vive, admira, se encanta, se espanta, pergunta, enfia o dedo, prova com a boca, erra, se machuca, brinca."


Workshop "Inclusão de pessoas com deficiência na escola- um desafio a ser enfrentado" (Profª Dra Celina Camargo Bartalotti)

Esse tema nos mobiliza porque nos obriga a repensar vários conceitos: de escola, de aprendizado, de sucesso e de docência. Estes conceitos são construídos na nossa experiência de vida, como alunos e professores. A experiência que vivemos como alunos, e a que vivemos até pouco tempo como educadores não era inclusiva. A inclusão nos pegou de certa forma desprevenidos.
A discussão é: qual a qualidade das inclusões que estão acontecendo nas escolas?
Existem inclusões precárias, marginais e instáveis. Que significado esses tipos de inclusões tem na vida do sujeito?

Para termos uma inclusão em todos os sentidos é necessário haver a democratização dos espaços sociais, ter a diversidade como valor e uma sociedade para todos.

Portanto, incluir não é só colocar junto! É respeitar a diferença como constitutiva do ser humano.
O valor, positivo ou negativo, que se atribui à diferença é algo construído nas relações humanas.
Dessa forma, a questão central da inclusão não está na diferença em si, mas no valor a ela atribuído.

Inclusão na Escola:

Para pensar a inclusão na escola temos que superar a lógica de agrupar os iguais.
A sala de aula é espaço de diferença, de heterogeneidade.

Quando falamos de escola inclusiva, falamos de cidadania.
A lei garante apenas o direito, a inclusão efetiva fica por conta da escola.

Princípios básicos para a inclusão na escola:
  • Todos são capazes de aprender;
  • Nós somo capazes de ensinar a todos.
No entanto, nem todos aprendem da mesma forma, ao mesmo tempo, a mesma coisa.
Há diferenças no processo que precisam ser respeitadas.

Então, respeitar a diferença no processo é respeitar a diferença no resultado, é repensar o conceito de sucesso na escola. Romper com a idéia de sucesso homogêneo. Precisamos individualizar o olhar sobre o sucesso. Temos que descobrir o sucesso para cada um. Não se trata de nivelar por baixo, mas respeitar a sua individualidade.

Cotidiano da escola inclusiva:

Relações criança-criança:
  • aprendizagem inter-pares;
  • proporcionar espaços de aprendizagem cooperativa que possibilitem às crianças trocar informações, serem parceiros
Cooperação criança-criança e a mediação do professor:
  • simplesmente colocar as crianças lado a lado não garante interações positivas;
  • a mediação do professor é essencial para que todas as crianças possam tirar o mauior proveito possível da parceria.
Cooperação e organização da sala de aula:
  • presença de regras claras;
  • respeito mútuo;
  • aceitação e compreensão das necessidades do outro;
  • processo aberto e dinâmico de negociação onde o aluno se sente responsável e participante.
Cooperação entre educadores:
  • a escola inclusiva deve se constituir numa real comunidade escolar inclusiva desde a construção do seu Projeto pedagógico;
  • deve ter claro para todos: quais objetivos tem, que projetos propõe para que estes objetivos sejam alcançados, como as várias turmas e todos os alunos podem participar desse projeto
Incluir e ensinar não é fácil. Exige transformação na escola e no fazer do educador.

O educador não pode ver a deficiência como sinônimo de "menos". Pois assim tratada, ela passa a idéia de perda, de desvio da norma. Se há perda há algo a ser encontrado, recuperado ou normalizado. Temos então que correr atrás do prejuízo? Tentar tornar a criança com deficiência o mais parecida possível com o que chamamos de normal? Se tivermos essa concepção nosso trabalho já trás consigo o fracasso.

Por outro lado, se vermos a deficiência como diferença significativa (termo usado por Ligia Amaral) compreenderemos as peculiaridades do desenvolvimento humano permeado pela deficiência. Vamos perceber então que ninguém é incluído o tempo todo, pois somos diferentes um do outro. E é isso que nos torna nós mesmos.

Formação na inclusão:

O que não é:
  • uma formação que dá todas as respostas;
  • uma formação que fornece estratégias prontas;
  • uma formação que "habilita" o educador para lidar com todo e qualquer problema em sala de aula.
O que é :
  • uma forma de trabalhar o olhar do educador sobre o aluno;
  • uma forma de informar o educador sobre as peculiaridades de seus alunos;
  • uma forma de ajudar o educador a compreender as necessidades de seus alunos, a saber que tipo de ajuda precisa e onde encontrá-la.
"Na sociedade inclusiva não somos todos iguais, mas celebramos nossas diferenças!"

23.9.07

IV Seminário Teorias e Práticas com crianças e adolescentes- por uma Cidade Educadora

No dia 20 de outubro vai acontecer o "IV Seminário Teorias e Práticas Sociais com crianças e adolescentes"

O Seminário faz parte da "Semana da Criança e do Adolescente" a realizar-se de 15 a 20 de outubro, no Centro de Práticas Esportivas da USP.

Nos seminários dos anos anteriores os eixos geradores foram: "Compartilhando Experiências" (2004), "Educação e Comunidade" (2005), "Políticas Públicas" (2006).

Esse ano o eixo de discussão será "Por uma Cidade Educadora". E não foi por acaso que esse tema foi escolhido. Ele já é uma preparação ao "Congresso Internacional das Cidades Educadoras" que ocorrerá na cidade de São Paulo em abril de 2008.

Daí a importância desse seminário: momentos de reflexão, capazes de ampliar nossa capacidade de atuação, possibilitando assim a construção de uma verdadeira cidade educadora.

Com esse tema é proposto um desafio aos educadores: romper com a cultura de valorização do individualismo em detrimento do bem-estar coletivo.

A questão que se coloca é: o que nos cabe fazer como educadores de instituições que trabalham com crianças e adolescentes?

Deu pra perceber que a discussão vai longe...

Programação:
  • 8h00 às 8h30 - Credenciamento
  • 8h30 às 9h00- Abertura oficial
  • 9h00 às 12h00- Mesa de abertura "Por uma Cidade Educadora"
  • 12h00 às 14h00- Intervalo para almoço
  • 14h00 às 17h30- Rodas de Diálogo (apresentação de relatos e debates).
  • Quatro rodas de diálogo simultâneas a escolher: " A Cidade e as Ruas", "A Cidade e a Juventude", "A Cidade e a Cultura" e "A Cidade e o Esporte".

    Para quem se interessou pelo tema as inscrições para o seminário começam nesta segunda-feira (24/09).

    Serviço:
    “IV Seminário Teorias e Práticas Sociais com crianças e adolescentes - por uma Cidade Educadora”
    Local: CEPEUSP
    Praça 02, Prof. Rubião Meira, 61 - Cidade Universitária
    Data: 20/10/07
    Horário: das 8 às 18 h
    Gratuito

    Se tiver dúvidas ou quiser mais informações entre em contato com a equipe Projeto Esporte Talento (CEPEUSP) responsável pelo seminário: Telefone: 3091-3592 e e-mail: talento@usp.br.