Só aproveitando as férias...
Em breve estarei de volta com a nova versão 2008...rsrsrs
Quem é esse estranho personagem?
Homem ou mulher, velho ou moço, que em sua ação é ao mesmo tempo músico e regente?
Quem é essa estranha figura que em seu trabalho chora e ri, fala e escuta, conta e encanta?
Quem é esse ator que precisa entusiasmar o grupo e ao mesmo tempo atender o apelo individual?
Precisa manter a ordem sem perder a serenidade; falar a todos, ouvindo a cada um?
Quem é esse estranho personagem?
Quem possui a indômita magia para ajudar que todos desabrochem e se expressem, aprendam e se transformem, construam e sonhem?
Quem é esse estranho malabarista que necessita se equilibrar entre conteúdos e competências, limitando excessos, favorecendo autonomia, acordando inteligências, provocando pensamentos?
Quem é esse anjo que empresta a filho dos outros, o tempo que para os seus não tem e que cobrado pelos desafios da vida sempre dura, não consegue apagar a emoção que a rotina propicia?
Quem é esse estranho personagem?
Que necessita sempre resolver, saber, decidir, propor, desafiar sem oportunidade de perder o instante, sem o recurso de deixar para depois?
Quem possui essa aura para esgotado, renovar esforços; combalido encontrar energia? Quem pode, ao entrar em cada classe, refazer-se novo como se aquela fosse a única?
Quem é esse estranho personagem?
Que aprende a empatia que ensina, pratica a solidariedade que prega, administra a progressão do currículo que deseja, avalia com olhar abrangente, vibra com sucessos que não são seus.
Quem é esse distribuidor de sementes que não colhe para uso próprio os frutos que plantou?
Quem é esse estranho personagem?
Quem é esse teimoso otimista que confia no aluno, que acredita no amanhã, que espera sempre pelo sonho?
Quem é esse estranho personagem?

Socialismo:
Você tem 2 vacas. O governo toma uma e dá para seu vizinho, que não tinha nenhuma.
Comunismo:
Você tem 2 vacas. O governo toma as 2 e dá a você um pouco de leite diariamente.
Fascismo:
Você tem 2 vacas. O governo toma as 2 e vende a você o leite.
Nazismo
Você tem 2 vacas. O governo mata você e toma as 2 vacas.
Burocracia de Estado:
Você tem 2 vacas. O governo toma as 2, mata uma e joga o leite da outra fora.
Democracia:
Você tem 2 vacas, vende as 2 para o governo, muda de cidade e consegue um emprego público.
Anarquismo:
Você tem 2 vacas, mata as duas e faz um churrasco.
Capitalismo Selvagem:
Você tem 2 vacas. Vende uma, compra um touro e o governo toma os bezerros como imposto de renda na fonte.
Neoliberalismo:
Você tem 2 vacas. O governo se apropria das duas, se endivida e as vende baratinho para os gringos, devolvendo a dívida para você. E você a
inda paga um absurdo pelo leite que era seu.
"Ensinar não é transferir conhecimentos e conteúdos, nem formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um copro indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças, não se reduzem à condição de objeto um do outro.Como diria Lorraine Moureau, um terço dos professores é muito bom, um terço pode ficar bom, um terço deve abandonar a profissão. Chamemos aos primeiros aquilo que são: professores. Designemos os segundos por quase-professores. Os outros serão "os outros".
Um professor contou-me o sucedido numa reunião do conselho pedagógico, quando propôs que se alargasse a toda escola um projeto que dera ótimos resultados no seu departamento. O terço dos professores apoiou. O terço dos quase-professores quedou-se num silêncio expectante. Os "outros" pronunciaram-se: "Ó colega, se isso der bons resultados, poderá ter de se estender ao resto da escola. E nós sabemos que isso dá trabalho." Na votação, os quase-professores aliaram-se aos "outros", e o projeto foi inviabilizado.
Apesar de a Ponte ter conquistado o direito de escolher os seus professores, alguns "outros" conseguiram introduzir-se na escola. Instalaram-se, enquistaram-se, degradaram o sistema de relações, fomentaram o aparecimento de guetos, espalharam insinuações com que conseguiram deteriorar laços afetivos. Assumiram atitudes contrárias ao exercício da autonomia, da solidariedade e da responsabilidade, fragilizando esses esteios da cultura da escola. Tiveram tempo para explorar a insegurança dos quase-professores e de os manipular. Criaram o cenário ideal para destruir a imagem dos professores mais conscientes e leais ao projeto. As reuniões foram colonizadas por assuntos de natureza administrativa, esvaziando-se de pedagogia.
A Ponte avisa os que são professores. E já há séculos Pestalozzi os avisava: "Não sonhes com uma obra acabada. Momentos de extrema elevação se alternam com horas de desordem, de desgostos e de preocupações".
Ao longo de dezenas de anos, conheci professores que acreditaram nas boas intenções dos poderes e na solidariedade dos seus pares de profissão. Vi esses professores fazerem maravilhas com os seus alunos, acreditando ser possível melhorar as escolas. Assisti às suas tentativas de sensibilização dos quase-professores. Vi os seus projetos serem destruídos pelo cinismo e a maldade dos "outros". Vi as suas vidas serem destruídas.
Nos debates públicos, predomina a tendência "politicamente correta" de ocultar a existência do que Lorraine Moureau designou pelo terço de professores que deve mudar de profissão. Pero que los hay, los hay... E serão, talvez os maiores responsáveis pela degradação do estatuto da nobre profissão de professor e pela obsolescência da escola.
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*Especialista em Música e em Leitura e Escrita, José Pacheco, de 52 anos, coordena desde 1976 a Escola da Ponte, instituição pública que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes. O educador português, que se diz "um louco com noções de prática", é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
( Fernando Pessoa)


bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos.
