21.1.07

É a Zona Sul!

O Homem na Estrada
Mano Brown

Sua finalidade: a sua liberdade.
Que foi perdida, subtraída;

e quer provar a si mesmo que realmente mudou,
que se recuperou e quer
viver em paz, não olhar para trás,
dizer ao crime: nunca mais!

Pois sua infância não foi um mar de rosas, não.
Na Febem, lembranças dolorosas, então.
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim.

Muitos morreram sim, sonhando alto assim,
me digam quem é feliz, quem
não se desespera, vendo nascer seu filho no berço da miséria.

Um lugar onde só tinham como atração, o bar,
e o candomblé pra se tomar a benção.
Esse é o palco da história que por mim será contada.

...um homem na estrada.



Equilibrado num barranco incômodo, mal acabado e sujo,
porém, seu único lar, seu bem e seu refúgio.
Um cheiro horrível de esgoto no quintal,
por cima ou por baixo, se chover será fatal.
Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou.

Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou.
Numerou os barracos, fez uma pá de perguntas.
Logo depois esqueceram, filhos da puta!

Acharam uma mina morta e estuprada,
deviam estar com muita raiva.
"Mano, quanta paulada!".
Estava irreconhecível, o rosto desfigurado.
Deu meia noite e o corpo ainda estava lá,
coberto com lençol, ressecado pelo sol,
jogado.
O IML estava só dez horas atrasado.

Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim,
quero que meu filho nem se lembre daqui,
tenha uma vida segura.
Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura
e uma "PT" na cabeça.

E o resto da madrugada sem dormir,
ele pensa o que fazer para sair dessa situação.

Desempregado então.

Com má reputação.

Viveu na detenção.

Ninguém confia não.

...e a vida desse homem para sempre foi danificada.

Um homem na estrada...

Um homem na estrada..

Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual.
Calor insuportável, 28 graus.
Faltou água, ja é rotina, monotonia,
não tem prazo pra voltar, hã!
já fazem cinco dias.
São dez horas, a rua está agitada,
uma ambulância foi chamada com extrema urgência.

Loucura, violência exagerada.
Estourou a própria mãe, estava embriagado.
Mas bem antes da ressaca ele foi julgado.
Arrastado pela rua o pobre do elemento,
o inevitável linchamento, imaginem só!
Ele ficou bem feio, não tiveram dó.

Os ricos fazem campanha contra as drogas
e falam sobre o poder destrutivo delas.
Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro
com o álcool que é vendido na favela.

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê.
Não acredita no que vê, não daquela maneira,
crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo
seu café da manhã na lateral da feira,
Molecada sem futuro, eu já consigo ver,
só vão na escola pra comer,

Apenas nada mais, como é que vão aprender
sem incentivo de alguém,
sem orgulho e sem respeito,
sem saúde e sem paz.

Um mano meu tava ganhando um dinheiro,
tinha comprado um carro,
até rolex tinha!
Foi fuzilado a queima roupa no colégio,
abastecendo a playboyzada de farinha,

Ficou famoso, virou notícia,
rendeu dinheiro aos jornais, hu!,
cartaz à policia
Vinte anos de idade,
alcançou os primeiros lugares...
superstar do notícias populares!

Uma semana depois chegou o crack,
gente rica por trás, diretoria.

Aqui, periferia, miséria de sobra.

Um salário por dia garante a mão-de-obra.

A clientela tem grana e compra bem,
tudo em casa, costa quente de sócio.

A playboyzada muito louca até os ossos!

vender droga por aqui, grande negócio.

Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim,

Quero um futuro melhor, não quero morrer assim,

num necrotério qualquer, como indigente,
sem nome e sem nada,

o homem na estrada.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitas,

logo acusaram a favela para variar,

E o boato que corre é que esse homem está,
com o seu nome lá na lista dos suspeitos,

pregada na parede do bar.

A noite chega e o clima estranho no ar,

e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranqüilamente,

mas na calada cagüetaram seus antecedentes,

como se fosse uma doença incurável, no seu braço a tatuagem,
DVC, uma passagem , 157 na lei...

No seu lado não tem mais ninguém.

A Justiça Criminal é implacável.

Tiram sua liberdade, família e moral.

Mesmo longe do sistema carcerário,
te chamarão para sempre de ex presidiário.

Não confio na polícia, raça do caralho.

Se eles me acham baleado na calçada,
chutam minha cara e cospem em mim é..

eu sangraria até a morte...

Já era, um abraço!.

Por isso a minha segurança eu mesmo faço.

É madrugada, parece estar tudo normal.

Mas esse homem desperta, pressentindo o mal,
muito cachorro latindo.

Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal.

A vizinhança está calada e insegura,
premeditando o final que já conhecem bem.

Na madrugada da favela não existem leis,
talvez a lei do silêncio,
a lei do cão talvez.

Vão invadir o seu barraco, "é a polícia"!

Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia,
filhos da puta, comedores de carniça!

Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta",
não são poucos e já vieram muito loucos.

Matar na crocodilagem, não vão perder viagem,
quinze caras lá fora,
diversos calibres,
e eu apenas com uma "treze tiros" automática.

Sou eu mesmo e eu, meu deus e o meu orixá.

No primeiro barulho, eu vou atirar.

Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém,
e o que eles querem: mais um "pretinho" na Febem.

Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim,
a gente sonha a vida inteira
e só acorda no fim, minha verdade

foi outra, não dá mais tempo pra nada... bang! bang! bang!

Homem mulato aparentando entre vinte e cinco e trinta anos
é encontrado morto na estrada do M'Boi Mirim sem número.

Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais.
Segundo a polícia, a vitíma tinha "vasta ficha criminal."








Não sejamos românticos a ponto de imaginarmos
que se cada um fizer a sua parte
essa realidade poderá mudar e melhorar....

Não sejamos pessimistas a ponto de achar
que nada nunca mudará...

Não sejamos indiferentes a ponto de ignorar o que está
diante dos nossos olhos....

Mas sejamos otimistas o bastante para não permitir
que a omissão faça de nós cumplices deste sistema
que define as relações pessoais e sociais
em meras transações financeiras...





15.1.07

Como obter as publicações do INEP


Já, já as férias terminam!
Que tal começar a pensar um pouco na nossa formação? Uma dica bem interessante é adquirir as publicações do Cibec ( Centro de Informação e Biblioteca em Educação).

Professores, estudantes e especialistas em educação podem adquirir por meio de doações do MEC, várias publicações da área educacional.Entre elas, estão as publicações disponíveis no Cibec.
Cada professor pode receber até duas publicações mensais. Para isso basta fazer o cadastro e de posse de uma senha fazer o pedido dos livros , e entre 10 e 20 dias, irá recebê-los pelo correio.
Só no ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC ao qual o Cibec é ligado, enviou mais de 20 mil publicações a interessados que fizeram pedidos pela internet. Foram 10.913 encomendas enviadas, cada uma com até duas publicações. O envio é feito pelo setor de eventos da Coordenação de Distribuição Internacional do Inep.

Antes de fazer o seu pedido é bom acessar o catálogo das publicações e conhecer os mais de 160 livros disponíveis.

Boa leitura!!!

10.1.07

Site do Banco Central

Moedas do Mundo


Muito interessante este site do Banco Central! Você só precisa passar o mouse em cima de cada país para saber com quantos reais compraria a moeda local. Outra utilidade: dá para usar nas aulas de geografia pois ao passar o mouse pelo mapa aparece o nome do país representado.

Dica


O Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vem nos últimos anos se dedicando à criação de um sistema de computação destinado a atender aos deficientes visuais. Foi assim que surgiu o Projeto DOSVOX - um sistema operacional que permite às pessoas cegas utilizarem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho. Pode ser baixado gratuitamente por qualquer usuário.
É a tecnologia trabalhando a favor da inclusão!



29.12.06

Fases da Escrita

O professor alfabetizador sabe o quanto é importante conhecer as fases de escrita pelas quais os alunos passam no início da aquisição da base alfabética.

Porém, atualmente com a progressão continuada, não só o professor das séries iniciais do ensino fundamental mas também os demais professores precisam conhecer tais etapas.

O vídeo a seguir se propõe a explicar de forma resumida as principais fases envolvidas neste processo.





  • Download da apresentação
  • 28.12.06

    Na corda bamba da economia


    Muitos de nós espanta-se com os gastos exagerados das pessoas nesta época de natal.

    Mas o x da questão, nesta onda desenfreada de hiperconsumismo pela sociedade, é capaz de ser mais complexo. E a questão legítima que se deve colocar é como chegamos até aqui? Ao mundo da individualização hiperconsumista em que as identidades pessoais e culturais se geram, adquirindo bens e mais bens.

    Aqui temos de recorrer à teoria sociológica que explica esta dinâmica catastrófica - para o indivíduo e para toda a sociedade - e referir que tal mudança é estimulada por um trio de forças: a tecnologia, as instituições e os valores. Descodificando: as ferramentas, as regras e os valores. E é aqui que nos encontramos, escravos de todas estas forças, para o melhor e para o pior. E infelizmente tenho percebido que estamos ficando com o pior.

    Daqui resulta já uma 1ª conclusão: é aquele trio de forças (tecnologia, instituições e valores) que nos formata a mente, e não o inverso, o que é perigoso. E assim resulta o abismo, a vertigem, a voracidade. É como se fossemos comidos, devorados pelos braços armados da tecnologia, pelo dinheiro, pelo brilho daqueles cristais e, ainda por cima, oferecendo um sorriso de cumplicidade, sinalizando que esse capitalismo mais que selvagem pode continuar o massacre neste jogo de morte consentida.

    Isso é muito estranho na medida em que hoje o Homem no mundo pós-industrializado é livre, já conquistou as tais ferramentas que lhe permitem controlar a Natureza, e viver as suas vidas independentemente dos caprichos do clima ou do ambiente - que também têm ajudado a estragar. Ou seja, vivemos numa fase em que é o Homem quem tem os comandos do processo de desenvolvimento, com as engenharias e as biotecnologias a ajudarem nesse comando global do mundo. Mas volto a dizer: quem parece estar no controle disso tudo não é o homem e sim o tal trio de forças. E assim as estatísticas fazem de nós, brasileiros, os mais gastadores (e pobres) entre os países em desenvolvimento. O que em si já é um paradoxo. Aqui se compra colares de diamantes por milhões de dólares e ao mesmo tempo morre-se de fome na maior cidade brasileira!

    Bem sabemos que a tecnologia empurra-nos para esse colete de forças, e de forma inconsciente obriga-nos a consumir. É o capitalismo de mercado na sua máxima expressão, nunca pede licença para nos arrombar o cofre dos neurônios e tocar nos botões que nos dá as ordens de compra, mesmo tratando-se de bens secundários.

    Em vez de ficarmos prisioneiros desta armadilha da tecnologia, das instituições (da publicidade) e dos valores consumistas que aquele trio nos incute - não seria melhor assumir de vez o controle por nossas atitudes e vontades independente do que possam pensar as outras pessoas? Creio que o progresso jamais deve ser encarado de forma mecânica e determinista, somos sempre nós que devemos controlar o processo de aquisição, e não o inverso como lamentavelmente hoje acontece. E o resultado está aí para todos verem. É o próprio progresso tecnológico que nos "ajuda" a afundar enquanto pessoas e enquanto agentes econômicos. Assim, ficamos sem cérebro e também mais pobres. E sem o direito de pensar e sem o dinheiro só nos resta fazer uma coisa: nos dirigir aos bancos e pedir mais dinheiro emprestado para pagar o que compramos de véspera.

    O que só parece beneficiar os banqueiros - que riem à toa. Não é isto admirável neste nosso mundo!!!



    26.12.06

    Avaliar: o quê? para quê? para quem?

    "Era uma vez...

    Uma rainha que vivia em um grande castelo.
    Ela tinha uma varinha que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho mágico.

    Um dia, querendo avaliar sua beleza, ela perguntou ao espelho:
    — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?

    O espelho olhou bem para ela e respondeu:

    — Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros.

    Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:

    — Como assim?

    — Veja bem, respondeu o espelho. — Em primeiro lugar, preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com minha resposta. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibop no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessoas, ou sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando a norma ou critérios predeterminados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados.

    E continuou o espelho:

    — Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina com que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, poderei ter outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha estourado. Mas, se perguntar aos seus conselheiros, acho que minha rainha terá o primeiro lugar. Depois,ainda tem o seguinte — continuou o espelho: — Como vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação?

    —Finalmente, concluiu o espelho, — Será que estou sendo justo? Tantos são os pontos a considerar...”


    (adaptado de Utilization-Focused Evaluation. Londres, 1997, de Michael Quinn Patton)


    Pensando a avaliação nesse contexto percebo o quanto ela é importante e necessária nas escolas atualmente, uma vez que nos últimos anos tem se difundido muito uma concepção de escola autônoma e com gestão participativa. Porém, não me refiro aqui à avaliação da aprendizagem, aquela que todo professor faz com seu aluno. Mas sim, a avaliação da escola como um todo, ou seja, como se deu ao longo de determinado período, as relações, os encaminhamentos, enfim, dizer quais foram os entraves e os facilitadores do desenvolvimento do trabalho escolar. Isso significa avaliar para tomada de decisão,como diria Luckesi, são pontos de partida e não de chegada.

    Não queremos ser como a rainha que tinha a intenção apenas de constatar a sua beleza. Precisamos ser e agir mais como o espelho mágico, que é coerente com sua concepção e vê a avaliação como prática social, intencional e comprometida com uma visão de mundo.

    E finalmente, um recadinho para aqueles que se propõem a serem avaliados: estejam preparados para ouvir todas as opiniões, as boas e as nem tão boas assim, e principalmente, não se empolguem demais com os elogios a ponto de transformar-se na rainha que só quer constatar o que já existe e acima de tudo, não se melindrem com as críticas a ponto de transformar a avaliação em um mal estar geral!

    O segredo é aceitar tanto elogios quanto críticas de forma a transformá-los em reflexão comprometida com a melhoria das condições de trabalho, almejando assim, a tão sonhada educação de qualidade!

    25.12.06

    Brasil melhora alfabetização, mas ensino é ruim, diz relatório

    O número de jovens alfabetizados aumenta progressivamente no Brasil, mas a qualidade da educação continua entre as piores do mundo, mostrou um estudo divulgado na quinta-feira, 21.

    O Relatório de Desenvolvimento Juvenil 2006, elaborado pela Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), indicou que, numa população de 35,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, somente 3,4% são analfabetos.

    O estudo da OEI, feito com dados oficiais até 2003, afirmou que a população de jovens analfabetos caiu em comparação aos 4,2% registrados em 2001. Em 1993, a taxa de analfabetismo entre os jovens brasileiros era de 8,2 por cento.

    "Observaram-se progressos. É alentador. Há menos jovens analfabetos, mas os 3,4% indicam que mais de um milhão de jovens vivem à margem das condições mínimas de acesso à cultura letrada", disse à Reuters o consultor da OEI e autor do trabalho, Julio Jacobo Waiselfisz.

    O analfabetismo vem caindo no país graças à universalização do ensino fundamental nos últimos anos.

    Os 1,137 milhão de jovens brasileiros analfabetos são, em sua grande maioria, pobres e negros, e cerca de 71% deles vive na região Nordeste. Com 187 milhões de habitantes, o Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, atrás somente da Nigéria.

    Waiselfisz observou que apenas dois Estados concentram um terço dos jovens analfabetos do Brasil: Bahia e Pernambuco.

    Ele indicou, no entanto, que o Estado em pior situação em termos proporcionais quanto a educação de seus jovens é Alagoas, onde 15,4% da população juvenil é analfabeta.

    O estudo, cuja finalidade é contribuir para a formulação de políticas públicas eficazes, apontou que Alagoas não acompanhou as conquistas obtidas pelo resto do País.

    O estudo da OEI apontou que, no Brasil, cerca de 97% das crianças entre 7 e 14 anos vão à escola. Mas a situação educacional da população juvenil não é boa.

    Cerca de 49% dos jovens entre 15 e 24 anos estudam, mas quase 17% deles estão no ensino fundamental. "(Eles) têm uma escolaridade defasada. Vão à escola, mas estão numa fase que não corresponde a eles", ressaltou Waiselfisz.

    A qualidade da educação do Brasil está entre as três piores do globo, ao lado da Indonésia e da Tunísia, segundo um estudo feito entre 41 países em 2003 e citado pela pesquisa da OEI.

    "Boa parte dos avanços quantitativos experimentados nos últimos anos está sendo comprometida pelos gargalos qualitativos do sistema educacional brasileiro", afirma o estudo.

    Fonte:

  • Estadão Educação
  • 24.12.06

    Estudo do UNICEF e MEC revela chave do sucesso de 33 escolas públicas brasileiras


    Boas práticas pedagógicas, professores comprometidos e com atitude positiva em relação às crianças, participação ativa dos alunos, gestão democrática e parcerias externas. Combinando alguns desses fatores, 33 escolas públicas brasileiras conseguiram melhorar a qualidade da educação de seus alunos, garantindo acesso, permanência e sucesso escolar. Os resultados de seu trabalho estão no estudo Aprova Brasil, o direito de aprender, divulgado hoje pelo Ministério da Educação e UNICEF.

    Os resultados do estudo apontam para uma soma de fatores que ajudaram a garantir a qualidade da educação:

    1. As práticas pedagógicas - envolvem formas de trabalho, projetos de ensino, uso e produção de materiais didáticos, processos de avaliação e recuperação continuados da aprendizagem dos alunos. Elas vão desde atividades criativas que aproximam os conteúdos e a vida das crianças até o acompanhamento e apoio permanente para alunos com dificuldade de aprendizagem.

    2. A importância do professor – nas escolas pesquisadas, foram identificadas boas práticas relacionadas com o compromisso e a atitude do professor, bem como a valorização da sua formação inicial e continuada. Os professores respeitam e incentivam as crianças, são criativos e buscam se capacitar.

    3. Gestão democrática e a participação da comunidade escolar - foram identificadas práticas de democratização da gestão e de incentivo à participação dos diversos atores da escola nas decisões e na implementação de iniciativas vinculadas à vida escolar.

    4. A participação dos alunos na vida da escola - os alunos são ouvidos nos processos de decisão sobre a escola, sugerem atividades em sala de aula, ajudam seus colegas com dificuldades de aprendizagem, mantêm jornais e rádios escolares.



  • Leia o documento na íntegra
  • 16.12.06

    Escolas Gaiolas e Escolas Asas


    “Há escolas que são gaiolas
    e há escolas que são asas.

    Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

    Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”
    (Rubem Alves)
    Sem comentários...


    15.12.06

    Lições Práticas



    Socialismo:
    Você tem 2 vacas. O governo toma uma e dá para seu vizinho, que não tinha nenhuma.

    Comunismo:
    Você tem 2 vacas. O governo toma as 2 e dá a você um pouco de leite diariamente.

    Fascismo:
    Você tem 2 vacas. O governo toma as 2 e vende a você o leite.

    Nazismo
    Você tem 2 vacas. O governo mata você e toma as 2 vacas.

    Burocracia de Estado:
    Você tem 2 vacas. O governo toma as 2, mata uma e joga o leite da outra fora.

    Democracia:
    Você tem 2 vacas, vende as 2 para o governo, muda de cidade e consegue um emprego público.

    Anarquismo:
    Você tem 2 vacas, mata as duas e faz um churrasco.

    Capitalismo Selvagem:
    Você tem 2 vacas. Vende uma, compra um touro e o governo toma os bezerros como imposto de renda na fonte.

    Neoliberalismo:
    Você tem 2 vacas. O governo se apropria das duas, se endivida e as vende baratinho para os gringos, devolvendo a dívida para você. E você ainda paga um absurdo pelo leite que era seu.

    Segregação dos jovens pobres no Brasil


    O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Rubens Adorno, fez severas críticas à forma como são tratados os jovens pobres no Brasil: “As políticas públicas para a juventude no Brasil estão a favor da desigualdade social e da divisão de classes. As novas políticas têm nos feito engolir que o jovem deve permanecer o dia inteiro na escola ou o dia inteiro em seu bairro, como uma forma clara de confiná-lo longe dos espaços centrais da cidade".

    Segundo Adorno, o que se pretende ao criar políticas educacionais que mantêm os alunos na escola o dia todo e aos finais de semana, é simplesmente tirar o jovem de circulação da cidade para mantê-lo segregado na periferia. Para ele, essas políticas impedem que o cidadão percorra outros espaços públicos além da escola.

    Maria do Carmo de Menezes, socióloga e ex-diretora do Serviço de Segurança e Prevenção da Criminalidade na prefeitura de Champigny-sur-Marne (França), mostrou aos participantes do Seminário “Juventude, Violências e Políticas Neoliberais”que na França isso já acontece. As periferias são completamente distantes dos grandes centros e, embora os espaços sejam bem mais humanos e esteticamente mais agradáveis do que as favelas do Brasil, a violência e a exclusão social são presentes da mesma forma. "A estratégia de colocá-los em um espaço afastado da cidade foi completamente eficiente no sentido de segregá-los ainda mais e aumentar a revolta e a violência", conta.

    Para Maria do Carmo, o que gerou mais violência na França foi o modelo de moradias populares, pois este foi marcado pelas diferenças sociais, étnicas e culturais.

    Adorno afirma que as políticas sociais em todo o mundo são voltadas para essa realidade e são perversas porque fazem com que a população acredite que isso é o melhor para ela. "No Brasil, a população não se rebela como na França justamente por acreditarem que essa é a melhor política para eles". Ele afirma, no entanto, que os jovens se sentem discriminados e envergonhados por viverem nessas regiões. "Isso acaba sendo um agravante a mais para que esses se tornem vitima de discriminação e violência, sobretudo violência policial", comenta.

    Outra crítica feita pelo professor Adorno é em relação ao uso e ao tráfico de drogas.Segundo ele, as leis que coíbem o tráfico só permitem que ele seja mais rentável para os traficantes, já que eles acabam cobrando o que querem dos usuários.

    Além disso, o palestrante afirma que a atual política, que pune gravemente o traficante e é compreensiva com o usuário, não é efetiva no combate ao crime organizado e em relação à dependência química no país. "Essa política existe para amparar os filhos da classe média, permitindo que eles possam comprar sua droga em paz, enquanto os moradores das favelas são severamente punidos quando encontrados com substâncias ilícitas, sob a justificativa de tráfico", diz.

    Precisamos discutir muito a esse respeito nas escolas e a partir dessas discussões assumir uma posição, tomar um partido e é claro... fazer a diferença!

    14.12.06

    O Futuro dos nossos jovens

    Hoje 39,2 jovens brancos e 68,4 jovens negros e pardos a cada 100 mil são mortos em todas as regiões brasileiras. "É uma situação de caos social. É genocídio," apontou a pesquisadora e executiva do Observatório Ibero-americano de Violência nas Escolas (OEI), Miriam Abramovay.

    De acordo com pesquisa quantitativa e qualitativa desenvolvida no OEI, os jovens são vistos como atores sem identidade própria, criminalizados e avaliados por uma visão dualista e maniqueísta. "Eles são ou responsáveis, ou irresponsáveis. São o futuro ou o irrelevante. Os esforçados e os preguiçosos. Em suma, são compreendidos como um rito de passagem. Ser jovem é não ser mais criança e não ter autonomia financeira para ser um adulto. Eles não têm espaço presente para existir, são pré-adultos", explicou a pesquisadora.

    Abramovay observou que a juventude é vista como uma massa uniforme, na qual não há individualidade e espaço para ser diferente. Negros e brancos, homens e mulheres, classes sociais distintas são todos emaranhados na criação das políticas públicas e ações de estado.

    "Embora todos os jovens tenham muitos pontos em comum, não é possível observarmos que não existem diferenças discrepantes na construção do tecido social brasileiro. Diferenças que devem ser vistas e respeitadas pelos governos e entidades. O jovem que mora no Jardim Ângela (bairro paulistano que já foi considerado o mais violento do mundo) não tem a mesma vida e as mesmas características de juventude que aquele que mora em Higienópolis (bairro nobre da cidade de São Paulo)", explicou.

    A mesma pesquisa aponta dados significativos para compreender o porquê dos altos índices de violência simbólica, institucional e física manifestarem-se tão significativamente na faixa dos 15 a 29 anos. Mais da metade deles cursou somente até a 4ª ou 8ª série do ensino fundamental, cerca de 18% não estudam e um total de 506.669 mil jovens pararam de estudar antes de completarem 10 anos.

    Para a pesquisadora, a globalização cultural e o mercado das relações capitalistas são pontos centrais para a discussão da violência. Os jovens de baixa escolaridade e com pouquíssimas chances de mobilidade social também são vítimas da oferta globalizada de consumo e poder. "O tráfico torna-se um claro espaço de inserção. O jovem busca identidade grupal e busca algo que possa lhe dar retorno financeiro para que ele possa comprar a blusa, a calça e o tênis da moda. Ele é tão vítima dessa indústria quanto o jovem de classes mais altas que podem pagar pelo consumo desses bens e da própria droga que também consomem," apontou.

    De acordo com o trabalho de Abramovay, os principais desafios para os governos e entidades hoje é compreender que vive-se em calamidade social. E, para saldar esses danos, é preciso ouvir o que eles pedem. "Os pontos foram muito claros. Há imensa dificuldade de acesso à educação, pouquíssimo estímulo para que eles permaneçam na escola, o modelo educacional é classista e de baixíssima qualidade, impedindo que ele tenha, minimamente, as ferramentas de competir no mercado formal de trabalho. Além da própria falta de empregos e de espaços culturais, esportivos e de lazer," observou.



    Natal é a época ideal para a gente exagerar no espírito de solidariedade, carregar até não poder no afeto e na compreensão, apertar com delicadeza os laços de amor para fazer nosso mundo
    melhor hoje e sempre!

    3.12.06

    "Ensinar não é transferir conhecimentos e conteúdos, nem formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um copro indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças, não se reduzem à condição de objeto um do outro.
    QUEM ENSINA APRENDE AO ENSINAR E QUEM APRENDE ENSINA AO APRENDER."
    (Paulo Freire)

    É nesse sentido que o aluno é sujeito de sua própria trajetória no processo de aprendizagem. Não adianta querer homogeinizar toda uma classe para que tenham supostamente as mesmas reações diante dos conteúdos. Cada aluno é uma vida que se coloca com suas preferências, suas dificuldades, seu rítimo e principalmente seus sonhos. E isso professor nenhum tem direito de mudar!

    30.11.06

    A qual terço de professores você pertence?

    José Pacheco*

    Questionaram-me: por que expões a Ponte? Porque considero necessário compartilhar com outros professores as grandezas e as misérias da nossa profissão, o que dizer de Miguel Guerra, é "um modo de reavivar o compromisso com as pessoas e com a ação educativa, que consiste em ajudá-las a ser mais felizes". O conhecimento das experiências vividas na Ponte poderá ajudar os professores a ultrapassar decepções.

    Como diria Lorraine Moureau, um terço dos professores é muito bom, um terço pode ficar bom, um terço deve abandonar a profissão. Chamemos aos primeiros aquilo que são: professores. Designemos os segundos por quase-professores. Os outros serão "os outros".

    Um professor contou-me o sucedido numa reunião do conselho pedagógico, quando propôs que se alargasse a toda escola um projeto que dera ótimos resultados no seu departamento. O terço dos professores apoiou. O terço dos quase-professores quedou-se num silêncio expectante. Os "outros" pronunciaram-se: "Ó colega, se isso der bons resultados, poderá ter de se estender ao resto da escola. E nós sabemos que isso dá trabalho." Na votação, os quase-professores aliaram-se aos "outros", e o projeto foi inviabilizado.

    Apesar de a Ponte ter conquistado o direito de escolher os seus professores, alguns "outros" conseguiram introduzir-se na escola. Instalaram-se, enquistaram-se, degradaram o sistema de relações, fomentaram o aparecimento de guetos, espalharam insinuações com que conseguiram deteriorar laços afetivos. Assumiram atitudes contrárias ao exercício da autonomia, da solidariedade e da responsabilidade, fragilizando esses esteios da cultura da escola. Tiveram tempo para explorar a insegurança dos quase-professores e de os manipular. Criaram o cenário ideal para destruir a imagem dos professores mais conscientes e leais ao projeto. As reuniões foram colonizadas por assuntos de natureza administrativa, esvaziando-se de pedagogia.

    A Ponte avisa os que são professores. E já há séculos Pestalozzi os avisava: "Não sonhes com uma obra acabada. Momentos de extrema elevação se alternam com horas de desordem, de desgostos e de preocupações".

    Ao longo de dezenas de anos, conheci professores que acreditaram nas boas intenções dos poderes e na solidariedade dos seus pares de profissão. Vi esses professores fazerem maravilhas com os seus alunos, acreditando ser possível melhorar as escolas. Assisti às suas tentativas de sensibilização dos quase-professores. Vi os seus projetos serem destruídos pelo cinismo e a maldade dos "outros". Vi as suas vidas serem destruídas.

    Nos debates públicos, predomina a tendência "politicamente correta" de ocultar a existência do que Lorraine Moureau designou pelo terço de professores que deve mudar de profissão. Pero que los hay, los hay... E serão, talvez os maiores responsáveis pela degradação do estatuto da nobre profissão de professor e pela obsolescência da escola.
    ______

    *Especialista em Música e em Leitura e Escrita, José Pacheco, de 52 anos, coordena desde 1976 a Escola da Ponte, instituição pública que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes. O educador português, que se diz "um louco com noções de prática", é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

    27.11.06

    Boas Práticas legais no uso da Tecnologia

    Os avanços da tecnologia e o advento da internet trouxeram impactos inimagináveis para a sociedade. Estamos diante de uma sociedade conectada, com e-mails, celulares, palms, chats, buscadores de informação, sites de notícia, comunidades online, sms, messenger, voip e outras ferramentas que até pouco tempo não faziam parte de nossa rotina diária de trabalho e lazer.

    Neste novo cenário de mudanças tecnológicas nos deparamos com novos desafios e com novas formas de relacionamento que afetam o comportamento humano e consequentemente todos os aspectos que envolvem o desenvolvimento de uma sociedade, inclusive a EDUCAÇÃO.

    Temos, enquanto educadores, o compromisso de orientar o educando para a vida, proporcionar situações que lhe permitam desenvolver habilidades e competências necessárias para ávida tarefa tanto profissional quanto de vida pessoal de um mundo cada vez mais plano, mais globalizado, sem barreiras espaciais e temporais, mas que os aspectos éticos e legais são colocados em questão em cada click.

    Educar na sociedade digital não é apenas ensinar como usar os aparatos tecnológicos no ambiente escolar. Educar é preparar indivíduos adaptáveis e criativos com habilidades que lhe permitam lidar facilmente com a rapidez na fluência de informações, acompanhando as transfor
    mações e sendo parte delas, de modo responsável, ético e legal. É preparar cidadãos digitais para um novo mercado de trabalho que exige postura adequada, segurança da informação, respeito às leis, inclusive na Internet.

    Leia o artigo na íntegra no site http://www.pppadvogados.com.br

    O site está oferecendo gratuitamente a cartilha ao lado para instituições educacionais.

    Ser Feliz


    Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

    Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

    Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

    ( Fernando Pessoa)



    26.11.06

    Não seja mais ou menos!




    A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
    A gente pode dormir numa cama mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
    A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
    Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos.
    Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
    (Chico Xavier)

    Na escola é a mesma coisa: podemos trabalhar num lugar mais ou menos, ter recursos mais ou menos, e até ter gestores mais ou menos. O que a gente não pode nunca, é ser professor mais ou menos! Nossos alunos merecem o melhor de cada um de nós!

    13.11.06

    Entenda o FUNDEB


    A Proposta de Emenda Constitucional para a criação do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - tem por objetivo proporcionar a elevação e uma nova distribuição dos investimentos em educação.


    Esta elevação e nova distribuição ocorrerá devido às mudanças relacionadas às fontes financeiras que o formam, ao percentual e ao montante de recursos que o compõem, e ao seu alcance, que estão presentes na Proposta de Emenda Constitucional que o cria por meio da alteração dos critérios de financiamento que constam do atual Fundef - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Fundamental e de Valorização do Magistério.

    Com as modificações que o Fundeb oferece, o novo Fundo atenderá não só o Ensino Fundamental [6/7 a 14 anos], como também a Educação Infantil [0 a 5/6 anos], o Ensino Médio [15 a 17 anos] e a Educação de Jovens e Adultos, esta destinada àqueles que ainda não têm escolarização. O Fundef, em vigor atualmente, investe apenas no Ensino Fundamental nas modalidades regular e especial, ao passo que o Fundeb vai proporcionar a garantia da Educação Básica a todos os brasileiros, da creche ao final do Ensino Médio, inclusive àqueles que não tiveram acesso à educação em sua infância.

    Leia mais sobre o assunto:
  • Estadão Educação